Salve, diqueiros queridos!
Nossa diqueira Tania (a Gonçalves) ainda tem dúvidas sobre a regência do verbo chegar. Como se 'escorrega' nesse verbo, não é? Vamos teorizar um cadinho e exemplificar, ok?
O "Dicionário Prático deRegência Verbal", do professor Celso Luft afirma que o verbo chegar rege a preposição a, em registro formal: chegar ao lugar certo/ à frente/ às vias de fato/ chegar a uma conclusão. Não se pode, portanto, em um trabalho acadêmico utilizar a regência chegar em, comum na fala coloquial, na música e em ocasiões informais.
O 'escorregão' acontece, principalmente quando o falante, de tanto utilizar a forma coloquial, acredita que esta é a mais adequada em qualquer registro. Não é. Tanto é verdade que dizemos: " Veja a que ponto ele chegou.", ou "Ele chegou ao cúmulo de me pedir isso."
Isso é exigência da regência 'desrespeitada' por Caetano quando canta: "Quando chego em casa nada me consola" ( ele tem 'licença poética', não é?)
mas respeitada por Cazuza quando diz "
“Pode seguir a tua estrela,
O teu brinquedo de star,
Fantasiando um segredo,
O ponto AONDE quer chegar."
Nossa diqueira Tania (a Gonçalves) ainda tem dúvidas sobre a regência do verbo chegar. Como se 'escorrega' nesse verbo, não é? Vamos teorizar um cadinho e exemplificar, ok?
O "Dicionário Prático deRegência Verbal", do professor Celso Luft afirma que o verbo chegar rege a preposição a, em registro formal: chegar ao lugar certo/ à frente/ às vias de fato/ chegar a uma conclusão. Não se pode, portanto, em um trabalho acadêmico utilizar a regência chegar em, comum na fala coloquial, na música e em ocasiões informais.
O 'escorregão' acontece, principalmente quando o falante, de tanto utilizar a forma coloquial, acredita que esta é a mais adequada em qualquer registro. Não é. Tanto é verdade que dizemos: " Veja a que ponto ele chegou.", ou "Ele chegou ao cúmulo de me pedir isso."
Isso é exigência da regência 'desrespeitada' por Caetano quando canta: "Quando chego em casa nada me consola" ( ele tem 'licença poética', não é?)
mas respeitada por Cazuza quando diz "
“Pode seguir a tua estrela,
O teu brinquedo de star,
Fantasiando um segredo,
O ponto AONDE quer chegar."
Então, gente: o “texto escrito culto formal” é o dos editoriais de jornal, o de teses acadêmicas, o de teorias científicas, o de relatórios técnicos, o de ensaios literários, o de manuais de vestibular, o de pareceres jurídicos, o da Constituição.
Nesses textos, de fato, parece inconcebível outro padrão linguístico que não seja o culto formal. Impõe-se, então, nesses casos o “chegar a" no lugar do "chegar em”.
Bem se vê que a questão não é tão simples. É aí que entra o trabalho do professor de português, cuja função é mostrar ao aluno as diferentes variantes lingüísticas, sem reações histéricas, sem querer que tudo seja padronizado. Talvez a principal tarefa do professor de português seja a de dar ao aluno condições de também se expressar no padrão culto e de distinguir as situações em que isso é cabível. No Brasil, isso é tarefa árdua, complicada. Não é possível reduzir tudo à farta distribuição de rótulos de preconceituosos ou não-preconceituosos.
Grande abraço, até quarta,
Edinalda
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